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Vós sois o sal da terra; vós sois a luz do mundo

Dá-me filhos, senão morrerei

Grandes homens da Bíblia foram filhos de mulheres estéreis. Mulheres que tiveram tal obstáculo removidos por Deus por vários motivos. Algumas geraram seus filhos por causa de terceiros, como Sara, que gerou Isaque (Gn 16) por causa da promessa de Deus a seu marido, Abraão; como a esposa de Manoá, que gerou Sansão por ter sido escolhida por Deus (JZ 13); como Rebeca que gerou os gêmeos Esaú e Jacó por causa da  fé e da oração de seu marido, Isaque (Gn 25:21), da mesma forma que Isabel, que gerou João Batista, por causa das orações de seu marido, Zacarias. Mas quero destacar duas mulheres que tiveram sua esterilidade removida por suas posturas de fé e perseverança: Ana, que se tornou mãe por perseverar em oração e por cumprir o voto feito com Deus (1Sm 1); e  Raquel, esposa de Jacó, que por causa de sua indignação e sua revolta pelo fato de não ter filhos (Gn 30:22) exclamou, não suportando mais tal dor: “Dá-me filhos, senão morrerei !” (Gn 30:1). A postura de não desistir diante do impossível, deu Samuel a Ana e deu José a Raquel. Nota bene: Os filhos por elas gerados mudaram a história de seus povos. Assim deve ser a Igreja, através da postura de cada um de nós. Cada cristão deve clamar por filhos espirituais.  Cada servo de Cristo deve ter uma postura não apenas de insatisfação, mas  de inconformismo e revolta diante do fato de, passando-se dias, meses e anos conhecendo cada vez mais a Palavra de Deus, ainda serem estéreis. É hora de cada um se levantar e clamar: “Dá-me filhos, senão morrerei!”

Nascemos para gerar filhos espirituais para Deus. Mais do que árvores que devem dar frutos, somos semeadores que devem plantar as sementes que hão de germinar tais árvores, das quais se esperam frutos para Deus, mesmo que cujos frutos talvez nunca conheçamos durante nossa peregrinação por esta terra, serem outros os ceifeiros (Jô 4:35 a 38). Mas  não podemos deixar de semear a boa semente.

É maravilhoso louvar a Deus, é abençoador revermos nossos irmãos culto após culto, e edificante ouvirmos a pregação da Palavra de Deus, nos fortalecendo do que lemos em casa e do que ouvimos pelos púlpitos. Mas é fundamental que jamais saiamos do foco central de nossa missão: a pregação do evangelho. Há pessoas com dezenas de anos na igreja que, com os anos, ao invés de se tornarem pescadores de homens, povoando o  céu, ficam amargas, criticando lideranças e denominações, tendendo a valorizar igrejas que evangelizam pouco e tem boas programações sociais, e criticando as que mais evangelizarem fora do formato que entendem como dentro de seu padrão aceitável. Pomposos por fora e estéreis por dentro, criticam os outros, mas não são capazes de distribuir um folheto durante todo o ano, nem mesmo colocando no escaninho de seu prédio. Com mãos sem calos e joelhos lisos, decidiram se conformar com sua esterilidade. Você não pode permitir que arranquem o seu útero – apesar de toda pressão do inverno e destas pessoas que povoam as igrejas dizendo-se irmãos. Jamais deixe de clamar: “Dá-me filhos, senão morrerei!”

No século XVI o ex-padre e, então, pastor reformista John Knox repetia o clamor de Raquel e dizia: “Dá-me a Escócia, senão morrerei!”. Após dezenove meses na prisão e anos no exílio, ao regressar à sua terra, sob a sua influência o parlamento escocês declarou o país oficialmente protestante (em dezembro de 1567) recebendo a Igreja Escocesa o nome de Igreja Presbiteriana. Knox morreu, mas seus frutos ecoaram pelos séculos.

“Dá-me filhos, senão morrerei!”. Creia, clame, insista, lute, persevere. Gere filhos espirituais, evangelize. Multiplique para Deus os dons e talentos que Ele te confiou. Multiplique para Deus as almas que andam perdidas, sem paz, sem luz, sem salvação. Não aceite ter uma vida estéril, árida em seus frutos e acomodada em suas ações. Devemos deixar de gastar tempo criticando a Igreja de Cristo sem que antes, nos olhemos no espelho e nos envergonhemos de nossa esterilidade passiva. Sim, o trabalho de parto é árduo, mas é não somente necessário como que é o que Deus espera de nós. Preocupamo-nos mais com os porcos que comem as pérolas de nosso tempo, esforço e energia que com os pecadores perdidos que precisam ser salvos, gerados espiritualmente para Deus através do novo nascimento (Jô 3:1 a 7). Líderes devem mudar seu clamor de “Dá-me membros nas igrejas, senão morrerei!”, para “Dá-me filhos, senão morrerei!”. Não perca o foco. Não perca o sentimento de insatisfação ao ver vidas que rumam perdidas à perdição. Não deixe esfriar o sentimento de inconformismo ao apenas ver e constatar sua esterilidade, sem nada fazer.

Jamais deixe de clamar: “Dá-me filhos, senão morrerei!”.

 

Pr. Martinho Lutero Semblano

Extraído do Jornal Vida News.

Jesus, fonte de toda bênção, é o grande médico

TEXTO CHAVE: “Disse-lhes, pois, Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que o Filho de Si mesmo nada pode fazer, senão o que vir o Pai fazer; porque tudo quanto Ele faz, o Filho o faz igualmente. Porque o Pai ama ao Filho, e mostra-lhe tudo o que Ele mesmo faz; e maiores obras do que estas lhe mostrará, para que vos maravilheis” (Jo 5:19,20).

O apóstolo Pedro, ao pregar na casa de Cornélio referiu-se ao ministério de Jesus nestes termos: “Deus O ungiu com o Espírito Santo e com poder; o qual andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do Diabo, porque Deus era com Ele” (At 10:38).

Dentre os males que o pecado gerou na vida dos homens, estão as enfermidades que tanto os atormentam, afligem, empobrecem e matam. Mas o Filho de Deus, detentor de toda autoridade e poder, identificado com a humanidade sofredora, como Filho do Homem, veio também como o Grande Médico para sarar as enfermidades, tanto espirituais quanto emocionais e físicas. Os profetas O apresentaram como o sol da justiça que traz “cura em suas asas.” Ele não somente “foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades” (Is 53:5), mas “verdadeiramente Ele tomou sobre Si as nossas enfermidades, e carregou com as nossas dores” (Is 53:4). Por isso, “pelas “Suas pisaduras fomos sarados” (Is 53:5). Disso testemunhou Mateus ao escrever:

“Caída a tarde, trouxeram-lhe muitos endemoninhados; e Ele com a Sua palavra expulsou os espíritos, e curou todos os enfermos; para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta Isaías: Ele tomou sobre Si as nossas enfermidades, e levou as nossas doenças” (Mt 8:16-17).

E como Ele tomou o que era nosso sobre a cruz, o que inclui pecados, enfermidades e todas as maléficas conseqüências do pecado de Adão, podemos nos levantar hoje na legalidade do que foi realizado através do Calvário e declarar que as enfermidades não têm direito de nos atormentar. Há um caminho aberto para a cura. Há um rio de cura que emana do Calvário no qual podemos mergulhar.

Quando o Evangelho de João apresenta Jesus como o Grande Médico (capítulo 5), destacando a cura como um dos sinais que atestam que Ele é o Cristo, ressalta o aspecto compassivo da Sua natureza e a integralidade da Sua obra, tocando o homem em todas as esferas da sua existência. Cura física é parte da obra da redenção. Durante todo o Seu ministério Jesus exerceu sua autoridade para curar todo tipo de enfermidade. No relato do quinto capítulo de João encontramos algumas marcas do Seu caráter como o Grande Médico, que vale a pena salientar:

• O amor que vai ao encontro do necessitado. Jesus foi ao tanque de Betesda não por necessidade pessoal, mas para inteirar-se das necessidades dos que ali “jaziam: grande multidão de enfermos, cegos, mancos e ressicados” (Jo 5:3).

• A sensibilidade para identificar onde se encontra a maior necessidade. “Achava-se ali um homem que, havia trinta e oito anos, estava enfermo. Jesus, vendo-o deitado e sabendo que estava assim havia muito tempo, perguntou-lhe: Queres ficar são? Respondeu-lhe o enfermo: Senhor, não tenho ninguém que, ao ser agitada a água, me ponha no tanque; assim, enquanto eu vou, desce outro antes de mim” (Jo 5:5,6).

• A compaixão que toma a iniciativa de aliviar o sofrimento. “Disse-lhe Jesus: Levanta-te, toma o teu leito e anda (Jo 5:8). O enfermo nem sequer sabia quem era Jesus.

• O poder para instantaneamente operar o milagre da cura. Imediatamente o homem ficou são; e, tomando o seu leito, começou a andar” (Jo 5:9).

Jesus, que revelou em Seu ministério ser o Grande Médico, continua liberando Seu poder sarador. Aquele que pelo poder de Sua Palavra criou, sustenta e dirige todas as coisas é “o mesmo ontem, hoje, e o será eternamente.” Ele continua interessado e disponível a liberar Seu poder que sara:

• O espírito, redimindo-o do pecado e regenerando-o, transmitindo-lhe vida;

• A alma ferida com toda sorte de aflição, rejeições e traumas, trazendo paz e bem-estar emocional;

• O corpo assolado por enfermidades, trazendo restauração, alívio e saúde.

Continuamos a ser o alvo do amor de Jesus, que passa por bilhões de criaturas para vir a você e a mim, na qualidade de Grande Médico pessoal, em nossa necessidade. Ele conhece a nossa situação, ouve o nosso clamor e opera a nosso favor movido por Seu amor e compaixão.

Jesus continua envolvido no ministério de cura, pelo que podemos estender o braço da fé e nos apropriar do que Ele já proveu para nós no Calvário. Deus não preparou um sem número de soluções para as nossas inúmeras necessidades. Ele proveu uma única todo suficiente solução, que toca todas as áreas de nossas necessidades: a obra da redenção efetuada por Jesus Cristo, pelo poder de Sua morte, sepultura e ressurreição.

O modo de nos apropriarmos da cura é o mesmo para receber toda sorte de bênção das mãos do Pai: a fé. Fé é tomar por verdadeira a Palavra de Deus. “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem” (Hb 11:1). O fundamento da nossa fé é Deus, que não pode mentir e Sua Palavra que não pode falhar. E ela enfaticamente declara: “Levando Ele mesmo os nossos pecados em Seu corpo sobre o madeiro, para que mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados” (2 Pe 2:24).

Do ponto de vista da obra do Calvário já fomos sarados, quando Jesus carregou com as nossas enfermidades. Hoje temos apenas que nos apropriar do que já é nosso em Cristo Jesus. Portanto, estendamos hoje o braço da fé tomemos posse de uma vida plena da saúde que brota das feridas de Jesus em nosso lugar.


Valnice Milhomens

http://www.insejecsantoamaro.com.br/

O encontro com Ângelo

Então ele parou e voltou-se para olhar os que estavam nos tronos próximos de nós. Ainda nos encontrávamos no lugar onde os reis de posição mais elevada se sentavam. Reconheci então ali um homem que estava por perto.

- Meu senhor, creio conhecê-lo de algum lugar, mas não me recordo de onde.

 - Certa vez você me viu numa visão – respondeu ele.

 Imediatamente então me lembrei, e fiquei chocado!

 - Quer dizer que o senhor era uma pessoa real?

 - Sim – respondeu.

 Então me veio a memória o dia em que, quando eu era um jovem cristão, eu tinha me frustrado por causa de certos acontecimentos em minha vida. Eu tinha ido até o meio de um enorme parque nas redondezas do meu apartamento, disposto a esperar até que o Senhor falasse comigo. Enquanto lia a minha Bíblia, fui tomado por uma visão, uma das primeiras que tive.

 Na visão vi um homem que com muito zelo servia ao Senhor. Ele estava sempre dando testemunho de sua fé para as pessoas, ensinava e visitava os doentes para orar por eles. Ele era muito zeloso em relação ao Senhor, e tinha um genuíno amor pelas pessoas. Então vi um outro homem que só podia ser um vagabundo, um desabrigado. Um gatinho foi de encontro a ele em seu caminho e ele fez menção de que ia chutá-lo, mas conteve-se; contudo com o pé empurrou-o com certa rispidez para fora do seu caminho. Então o Senhor me perguntou qual desses dois homens O agradava mais.

 - O primeiro – disse eu sem hesitação.

 - Não – disse Ele – quem mais me agradava era o segundo.

 E o Senhor passou então a contar-me a história de cada um deles.

 O primeiro homem tinha sido criado numa maravilhosa família, que sempre conhecera o Senhor. Ele cresceu freqüentando uma próspera igreja, e depois cursou um dos melhores seminários bíblicos. A ele tinham sido dados cem porções do amor do Senhor, mas ele estava usando apenas setenta e cinco.

 O segundo homem nasceu surdo. Ele foi abusado e posto num sótão escuro e frio até que foi encontrado pelas autoridades quando tinha oito anos. Ele passou então de uma instituição para outra onde os abusos cotinuaram. Finalmente ele foi despejado na rua. Para vencer tudo isso o Senhor lhe havia dado apenas três poções do seu amor, mas ele fez uso  de tudo que havia recebido para vencer a raiva em seu coração, deixando de machucar o gatinho.

 Agora eu olhei para aquele homem: ele era um rei assentado num trono muito mais glorioso do que até mesmo Salomão poderia ter imaginado. Hostes de anjos estavam de prontidão ao seu redor para fazer o que ele ordenasse. Voltei-me para o Senhor em temor.  Eu ainda não conseguia acreditar que ele era um homem real, e muito menos que era um dos grandes reis.

- Senhor, conta-me, eu peço, o resto da história desse homem – supliquei.

 - Pois não, é para isso que estamos aqui. Ângelo era tão fiel com o pouquinho que Eu lhe havia dado que lhe dei três porções adicionais do meu amor. Então ele as usou para deixar de furtar. Ele quase morreu de fome, mas recusou-se a tomar qualquer coisa que não lhe pertencesse. Ele comprava o que comer com o dinheiro que ganhava pegando garrafas, e às vezes por encontrar alguém que lhe dava trabalho de jardinagem para fazer. Ele não ouvia, mas tinha aprendido a ler, e assim lhe enviei  um folheto evangelístico. Quando o leu  o Espírito abriu o seu coração, e ele me deu a sua vida. De novo dobrei as porções de meu amor e fielmente ele as usou todas. Ele se dispôs a me compartilhar com outras pessoas, mas ele não falava. Muito embora  vivesse em tal estado de pobreza, passou a gastar mais da metade do que ele ganhava com folhetos evangelísticos, que ele distribuía pelas esquinas.

 - Quantos ele levou ao Senhor? – perguntei, achando que deveriam ter sido multidões, para que ele viesse a assentar-se com os reis.

 - Apenas uma pessoa – respondeu o Senhor. Para encorajá-lo, permiti que ele me levasse um alcoólatra que estava morrendo. Isso incentivou-o tanto que teria permanecido naquela esquina por muitos anos mais, apenas para levar mais uma alma ao arrependimento. Mas todo o céu estava me suplicando para trazê-lo para cá, e eu, também queria que ele recebesse o seu galardão.

 - Mas o que fez ele para tornar-se um rei? – perguntei.

  Ele foi fiel com tudo que lhe foi dado, ele venceu tudo até que se tornou como eu, e morreu como um mártir.

  - Mas como ele venceu, e como foi ele martirizado?

 - Ele venceu o mundo com o meu amor. Bem poucos foram os que venceram tanto com tão pouco. Muitos que fazem parte do meu povo vivem em casas que seriam invejadas por reis de um século atrás, apenas por questão de conveniência, mas não as apreciando, ao passo que Ângelo de tal forma se alegrava com uma caixa de papelão numa noite fria que ele a transformava num glorioso templo da minha presença. Ele passou a amar a todos e a tudo. Ele se alegrava mais com uma maça do que parte do meu povo se alegra com uma grande festa. Ele foi fiel com tudo que lhe dei, embora não tenha sido muito, em comparação ao que outros receberam, inclusive você. Eu o mostrei a você numa visão porque você passou por ele muitas vezes. Você chegou até mesmo a apontá-lo para um de seus amigos, e falou a respeito dele.

 - Falei? O que foi que eu disse?

 - Você disse: “Eis aí mais um desses Elias que deve ter escapado da rodoviária”. Você disse que ele era um desses “tipos religiosos” que são enviados pelo inimigo para desviar as pessoas do evangelho.

 Este foi o golpe mais duro que até então eu tinha recebido em todas as situações  que eu tinha enfrentado. Eu fiquei mais do que chocado. Eu estava horrorizado. Procurei lembrar-me especificamente daquele incidente, mas não pude, mesmo porque tinha havido muitos outros casos em minha vida que lhe eram semelhantes. Eu nunca tinha tido muita compaixão por pregadores maltrapilhos que me pareciam terem sido especificamente enviados para desviar as pessoas do evangelho.

 - Peço-te perdão, Senhor. Sinto muito mesmo pelo que fiz.

  - Você está perdoado – respondeu-me ele depressa. – E você tem certa razão. Há muitos que ficam pregando o evangelho nas ruas com intenções erradas, até mesmo pervertidas. Mesmo assim, muitos há que são sinceros, mesmo não tendo nenhum preparo, mesmo não tendo escolaridade. Não julgue pelas aparências. Há tantos servos verdadeiros que tem a mesma aparência deste quanto há entre os refinados profissionais nas grandes catedrais e nas grandes organizações que os homens construíram em Meu nome.

Então ele me fez um sinal para que olhasse para Ângelo. Quando olhei,  ele tinha descido os degraus de seu trono e estava bem a minha frente. Ele abriu os braços e me deu então um forte abraço, e beijou a minha testa como um pai. Amor foi despejado sobre mim e dentro de mim a tal ponto que senti iria sobrecarregar o meu sistema nervoso. Quando finalmente ele se afastou de mim eu fiquei cambaleando como se estivesse bêbado, mas era algo maravilhoso o que eu estava sentindo. Era amor dum modo como eu nunca tinha experimentado.

 - Ele poderia ter lhe transmitido isso na terra – prosseguiu o Senhor. – Ele tinha muito o que dar ao meu povo, mas ninguém se aproximava dele. Até mesmo meus profetas o evitavam. Ele cresceu na fé por ter comprado uma Bíblia e alguns livros que ele não parava de ler. Ele tentou ir a igrejas,  mas não encontrou nenhuma que o recebesse. Se o tivessem recebido, eles teriam recebido a mim. Ele foi a minha batida na porta deles.

 Eu estava aprendendo uma nova definição do que é sentir um pesar.

 - Como foi que ele morreu? – perguntei, lembrando-me de que ele tinha sido um mártir, e achando que quem sabe até mesmo eu tivesse me envolvido nisso.

  - Ele morreu de frio tentando manter vivo um velho que tinha desmaiado sobre o gelo do inverno.

  Olhei para Ângelo e simplesmente não pude acreditar quão duro o meu coração era. Mesmo assim, não entendi como aquilo o tinha tornado um mártir, pois pensava que mártir seria um título reservado apenas para os que tinham morrido por não negarem o seu testemunho.

  - Senhor, sei que ele é verdadeiramente um vencedor – observei. – E que é plenamente justo ele estar aqui. Mas os que morrem do jeito que ele morreu são todos considerados mártires?

 - Ângelo foi um mártir em todos os dias em que viveu. Ele fazia para si mesmo o que bastasse para mantê-lo vivo, e com alegria ele sacrificou a sua vida para salvar um amigo necessitado. Como Paulo escreveu aos coríntios, mesmo que você dê o seu corpo para ser queimado, mas se não tiver amor, isso nada valerá. Mas, quando você se der com amor, isso vai valer muito. Ângelo morreu a cada dia  porque ele não vivia para si mesmo, mas para os outros. Enquanto na terra ele considerava  si mesmo o menor dos santos, mas ele foi um dos maiores. Como você já aprendeu, muitos dos que se consideram, e que são considerados por outros como o maior de todos, acabam sendo o menor de todos aqui. Ângelo não morreu por uma doutrina, ou até mesmo por causa do seu testemunho, mas ele morreu mesmo por mim.

 - Senhor, peço-te que me faças lembrar de tudo isso. Não me deixes esquecer de nada do que estou vendo aqui, quando eu retornar – implorei.

 - É por isso que eu estou aqui, e eu estarei quando você retornar. Sabedoria é ver com os meus olhos, e não julgar pelas aparências. Eu lhe mostrei Ângelo numa visão para que você reconhecesse quando passasse por ele pela rua. Se você tivesse compartilhado com ele o conhecimento que você tinha recebido quanto ao passado dele, que lhe mostrei na visão, ele teria dado a sua vida para mim então. Você teria então a oportunidade de discipular esse grande rei, e ele teria causado um grande impacto em minha igreja. Se o meu povo olhasse as pessoas como eu as vejo, Ângelo e muitos outros como ele teriam sido reconhecidos. Eles se exibiriam nos maiores púlpitos, e o meu povo viria dos fins da terra para sentar-se aos pés deles, porque ao fazerem isso eles estariam sentando-se a meus pés. Ângelo lhe teria ensinado com amor, e como investir os dons que eu dei a você, e de forma a produzir muitos frutos.

  Tanta era a minha vergonha que eu não queria nem mesmo olhar para o Senhor, mas finalmente  me virei para ele ao sentir a dor que me levava para o egocentrismo de novo. Quando olhei para ele fiquei virtualmente cego por sua glória. Levou algum tempo, mas gradualmente meus olhos se ajustaram, de modo que pude vê-lo.

 - Lembre-se de que você foi perdoado – disse ele – Não estou lhe mostrando tudo isso para condená-lo, mas para ensiná-lo. Lembre-se sempre de que a compaixão removerá os véus da sua alma mais rapidamente do que qualquer outra coisa.

  Quando começamos a caminhar de novo, foi Ângelo quem falou:

 - Por favor, lembre-se dos meus amigos, os desabrigados. Muitos deles amarão o nosso Salvador se forem alcançados por alguém.

  Suas palavras tinham tanto poder em si mesmas que eu fui compelido a responder, e assim disse que sim com a minha cabeça. Eu sabia que aquelas palavras eram o decreto de um grande rei, e de um grande amigo do Rei dos reis.

  - Senhor, me ajudarás a socorrer os desabrigados?

  - Ajudarei a quem quer que os ajude – respondeu ele – Quando você amar aqueles a quem eu amo você sempre conhecerá o meu amor. As pessoas receberão o Consolador segundo a medida do amor que tiverem. Muitas vezes você pediu mais da minha unção; e é dessa forma que você a receberá. Ame aqueles que eu amo. Ao amá-los, você estará amando-me. Ao dar qualquer coisa a eles, você estará dando a mim, e eu retribuirei, dando muito mais.

 Na minha mente veio então a imagem da minha boa casa e de todas as demais coisas que eu possuo. Eu não sou uma pessoa rica, mas pelos padrões do mundo eu sabia que vivia muito melhor do que reis de um século atrás. Nunca tinha sentido culpa alguma pela minha situação, mas agora eu senti. De alguma forma era um bom sentimento, mas ao mesmo tempo não me parecia certo. De novo olhei para o Senhor, sabendo que ele me ajudaria.

- Lembre-se do que lhe disse sobre como a minha perfeita lei do amor tornou a luz distinta das trevas. Quando vem à nossa mente uma confusão, tal como esta que você está sentindo agora, você sabe que o que você está sentindo não é a minha perfeita lei do amor. Eu tenho prazer em dar a minha família boas dádivas, da mesma forma como acontece com você em relação a seus familiares. Eu quero que vocês desfrutem delas e as apreciem. Vocês apenas não deverão adorá-las: compartilhem essas dádivas com os outros, liberalmente, quando eu os chamar a fazer isso. Eu poderia acenar e remover instantaneamente toda a pobreza da terra. Haverá um dia de acerto de contas, quando as montanhas e os lugares elevados serão postos para baixo, e os pobres e oprimidos serão levantados, mas eu devo fazê-lo. A compaixão humana é tão contrária a mim como o é a opressão humana. A compaixão humana é usada como um substituto ao poder da cruz. Não chamei vocês para o sacrifício, mas para a obediência. Algumas vezes vocês terão que sacrificar para obedecer-me, mas se o seu não for feito em obediência, ele nos separará.

 Extraído do livro: A batalha final - de Rick Joyner. 

A Parábola do Filho Pródigo

Lucas 15: 11 a 32

 

E Jesus disse ainda: - Um homem tinha dois filhos.

Certo dia o mais moço disse ao pai: "Pai, quero que o senhor me dê agora a minha parte da herança." - E o pai repartiu os bens entre os dois.

 

Poucos dias depois, o filho mais moço ajuntou tudo o que era seu e partiu para um país que ficava muito longe. Ali viveu uma vida cheia de pecado e desperdiçou tudo o que tinha.

 

O rapaz já havia gastado tudo, quando houve uma grande fome naquele país, e ele começou a passar necessidade.

 

Então procurou um dos moradores daquela terra e pediu ajuda. Este o mandou para a sua fazenda a fim de tratar dos porcos.

 

Ali, com fome, ele tinha vontade de comer o que os porcos comiam, mas ninguém lhe dava nada.

 

Caindo em si, ele pensou: "Quantos trabalhadores do meu pai têm comida de sobra, e eu estou aqui morrendo de fome!

Vou voltar para a casa do meu pai e dizer: -Pai, pequei contra Deus e contra o senhor

e não mereço mais ser chamado de seu filho. Me aceite como um dos seus trabalhadores.‘"

 

Então saiu dali e voltou para a casa do pai.

 

Quando o rapaz ainda estava longe de casa, o pai o avistou. E, com muita pena do filho, correu, e o abraçou, e beijou.

E o filho disse: "Pai, pequei contra Deus e contra o senhor e não mereço mais ser chamado seu filho!”.

 

Mas o pai ordenou aos empregados: "Depressa! Tragam a melhor roupa e vistam nele. Ponham um anel no dedo dele e sandálias nos seus pés.

Também tragam e matem o bezerro gordo. Vamos começar a festejar

porque este meu filho estava morto e viveu de novo; estava perdido e foi achado."

-E começaram a festa.

 

Enquanto isso, o filho mais velho estava no campo. Quando ele voltou e chegou perto da casa, ouviu a música e o barulho da dança.

 

Então chamou um empregado e perguntou: "O que é que está acontecendo?"

O empregado respondeu: "O seu irmão voltou para casa vivo e com saúde. Por isso o seu pai mandou matar o bezerro gordo."

 

O filho mais velho ficou zangado e não quis entrar. Então o pai veio para fora e insistiu com ele para que entrasse.

Mas ele respondeu: "Faz tantos anos que trabalho como um escravo para o senhor e nunca desobedeci a uma ordem sua. Mesmo assim o senhor nunca me deu nem ao menos um cabrito para eu fazer uma festa com os meus amigos.

Porém esse seu filho desperdiçou tudo o que era do senhor, gastando dinheiro com prostitutas. E agora ele volta, e o senhor manda matar o bezerro gordo!”

 

Então o pai respondeu: "Meu filho, você está sempre comigo, e tudo o que é meu é seu.

Mas era preciso fazer esta festa para mostrar a nossa alegria. Pois este seu irmão estava morto e viveu de novo; estava perdido e foi achado."

 

Nesta parábola Jesus nos mostra duas maneiras como nos relacionamos com o Pai e que não deve ser imitado por aqueles que realmente conhecem a palavra de Deus e a seguem .

 

No primeiro caso, o filho mais novo vivia confortavelmente na presença do Pai e consequentemente desfrutava de tudo que o Pai possuía porque era direito seu, mas desejou sair de Sua presença e viver a sua própria vida sem a dependência do Pai.

 

E o Pai, respeitando essa decisão (o livre arbítrio), fez o que era a vontade  do filho.

Porque Deus satisfaz o desejo do seu coração.

 

Mas, naturalmente, como um Pai amoroso, ele aguardava o retorno desse filho sem nunca perder a esperança de vê-lo novamente ao seu lado, porque em seu coração ele já havia perdoado esse filho que tanto amava.

 

 Quando o rapaz ainda estava longe de casa, o pai o avistou. E, com muita pena do filho, correu, e o abraçou, e beijou.”

 

E assim é conosco.

Quando vivemos na presença de Deus e cumprimos os seus mandamentos Deus tem prazer em nos abençoar.

 

“Se ouvires a voz do SENHOR, teu Deus, as bênçãos virão sobre ti e te alcançarão”.

(Deuteronômio 28:2)

 

Deus nos ama e quer nossa presença ao seu lado e muitas vezes, dispensamos todo o zelo que Ele tem conosco, para experimentarmos o que o mundo nos oferece.

Acreditamos com tanta facilidade em deuses de todo tipo e raça.

Desperdiçamos saúde, tempo, dinheiro, oportunidades, a vida eterna ao lado de Deus e quando nos damos conta, às vezes, nem mesmo os “amigos” sobraram.

Como na parábola, “ali viveu uma vida cheia de pecado e desperdiçou tudo o que tinha”.

 

Somos felizes, quando ainda temos tempo e oportunidade de reconhecer que tudo isso não leva a nada e nos arrependemos sinceramente, pedimos perdão e retornamos ao Deus todo poderoso e misericordioso, que está sempre de braços abertos esperando o nosso retorno e nos recebe com alegria. Porque nunca desistiu de nós.

Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.” (1 João 1:9)

 

O pai nos recebe com honras de filhos. Não pelo nosso merecimento, mas pela sua misericórdia.

 

Ele muda as nossas vestes. ("Depressa! Tragam a melhor roupa”) Sim, quando realmente entregamos a nossa vida ao Senhor, ele muda o nosso caráter, as nossas atitudes, nos ensina os caminhos retos, nos traz paz, alegria, segurança, confiança porque sabemos que a nossa provisão vem de Deus. (Salmo 37:5 – Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele e o mais Ele fará).

 

Põe um anel em nosso dedo. (“Ponham um anel no dedo dele”) – o filho perdido readquire os direitos filiais. Somos reconhecidos como filhos, pelo pai, o que nos faz voltar à vida. O anel nos dá autoridade de filhos.

 

Calça sandália em nossos pés. (“põe sandálias nos seus pés”) – nos conduz por caminhos seguros, firmados no evangelho. (Efésios6:15 – Calçai os pés com a preparação do evangelho da paz).

                                                                                                                                                                                          

No segundo caso, o filho mais velho vivia junto ao Pai, obedecia a fazia todas as suas tarefas religiosamente, como um bom fariseu.

 

“O fariseu, posto em pé, orava de si para si mesmo, desta forma: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano; jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho.” (Lucas 18:11 e 12)

 

Podemos passar uma vida inteira sem nos afastar de Deus, obedecendo, indo à igreja, orando, jejuando, etc e não desfrutarmos a plenitude de Deus, porque na verdade estamos duvidando da Sua Palavra. Vivendo uma vida medíocre sem a abundancia que Deus nos promete.

Deus disse que supriria todas as nossas necessidades e não os nossos desejos.

 

“E o meu Deus, segundo a sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades.”( Filipenses 4:19)

 

Esse filho passou a vida inteira ao lado do pai, cumprindo a sua obrigação, sem conhecer o pai que tinha. Sem nenhuma intimidade com esse pai. Lado a lado e tão distante.

Tanto que foi perguntar ao empregado e não ao pai o que estava acontecendo dentro da casa dele.

“Então chamou um empregado e perguntou: "O que é que está acontecendo?"

 

Não conhecia os seus direitos. Não desfrutava de sua condição de filho. Não se via sequer como um empregado, mas como um escravo.

"Faz tantos anos que trabalho como um escravo para o senhor e nunca desobedeci a uma ordem sua”.

Obedecia com revolta, por medo, por insegurança, mas não por amor.

 

E mais uma vez, o pai não só o chamou, mas veio para fora para buscá-lo. O Pai foi até ele.

“Então o pai veio para fora e insistiu com ele para que entrasse”.

E lhe disse:

"Meu filho, você está sempre comigo, e tudo o que é meu é seu.”.

 

Será que estamos vivendo assim?

Será que sabemos quem somos?

Será que vivemos uma vida nos impondo privações porque não sabemos qual papel representamos para Deus?

Não sabemos se somos empregados, escravos ou filhos.

Acostumamos-nos a viver como escravos porque apesar de estarmos sempre com o Pai não temos intimidade com Ele?

 

“A intimidade do Senhor é para os que o temem, aos quais Ele dará a conhecer a sua aliança.” (Salmo 25:14)

 

E a aliança de Deus para conosco é Jesus Cristo. É isso que Ele nos dará a conhecer se O temermos.

E através de Jesus Cristo Tudo que pedirmos ao pai em Seu nome receberemos.

 

Precisamos confiar na Palavra de Deus e tomarmos posição de filhos porque se recebemos a Jesus como nosso único e verdadeiro salvador e cremos no Seu nome, somos reconhecidamente seus filhos. Não podemos abrir mão disso. É promessa de Deus.

 

Resumindo:

1º - Não devemos nunca nos afastar da presença do Pai.

2º - Não devemos ser “religiosos”, devemos buscar ao Pai.

 

 

Senhor, meu Deus e meu Pai, muito te agradeço pelo Teu amor e Tua misericórdia para comigo, porque por muito tempo andei por caminhos que não são os Teus mas hoje, Senhor,

que reconheço a Jesus Cristo como meu único e verdadeiro Senhor e  Salvador e que mudastes as minhas vestes e me dás as honras de filha,  eu peço, Senhor, que nada nem ninguém venha me tirar dos Teus caminhos. Ensina-me a agir corretamente como Tu agirias em qualquer situação. Fortalece-me na Tua presença e que vivendo na Tua presença, Senhor, eu possa desfrutar de todas as bênçãos que foram reservadas para mim pela Tua palavra, porque pelos ensinamentos de Jesus Cristo na oração do “Pai Nosso” Ele disse “Venha a nós o vosso reino” e o Teu reino é perfeito e agradável e é isso que eu quero desfrutar, não pelo meu merecimento, mas pela Tua misericórdia, em nome de Jesus.

 

Celia Leite de Souza

leitesouza@hotmail.com

 

06/03/2009

Os benefícios da confissão

“Quem esconde os seus pecados não prospera, mas quem os confessa e os abandona encontra misericórdia” (Provérbios 28:13).

 

Confessar os pecados é você se apresentar a Deus como responsável por todos os pecados que cometeu e especificá-los.

Atualmente a confissão não é levada a sério, mas Deus espera que você confesse os seus pecados a Ele.

 

Os benefícios da confissão atingem a área espiritual e humana.

Quem evita a confissão vive estressado e deprimido pelo peso da culpa.

“Confessei-te o meu pecado e a minha iniqüidade não mais ocultei” (Salmo 32:5)

 

Estas palavras são de uma pessoas  que experimentou os benefícios da confissão após cometer um grave erro.

 

“Tu, Senhor, guardarás em perfeita paz aquele cujo propósito está firme, porque em ti confia” (Isaías 26:3)

 

A firmeza da fé implica em obediência total a ordem de Deus. Portanto você deve fazer da confissão um hábito diário.

 

Se você cometeu algo grave confesse!

Confesse não só o que você fez, mas também o que você é!

 

Não tente enrolar Deus! Assuma o seu verdadeiro caráter diante d’Ele.

 

Confesse todos os planos pecaminosos não realizados.

A Confissão libertadora envolve até a maneira de pensar.

 

A confissão é para o cristão um mecanismo de sustentação e proteção até a volta de Jesus.

 

É por isso que a Bíblia declara:

“Meus filhinhos, escrevo-lhes estas coisas para que vocês não pequem. Se, porém alguém pecar, temos um intercessor junto ao pai, Jesus Cristo, o justo” (1 João 2: 1 e 2)

 

E Jesus não poderá interceder a favor de alguém enquanto a declaração de culpa não  for entregue a Ele.

 

Portanto: “Se confessarmos nossos pecados, Ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados  e nos purificar de toda impureza”. (l João 1:9)

 

Mário Lúcio do Nascimento. 

 
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